É a espinha do sistema de gestão pública. A despesa nasce numa dotação da LOA, passa por empenho, liquidação e pagamento, e cada passo escritura contas do PCASP.
O saldo da dotação é calculado, nunca guardado: sai da soma dos empenhos ativos contra o valor atualizado.
Um campo de saldo gravado diverge no primeiro estorno concorrente — e aí o sistema autoriza empenho sem cobertura.
Isso não é defeito de software. É crime de responsabilidade.
Ir para a tela: Execução e balancete
Orçamento público soma milhares de lançamentos.
Em ponto flutuante, 0,1 + 0,2 vale 0,30000000000000004. Ao fim do exercício, o balancete não fecha — e a diferença é impossível de rastrear, porque não está em lançamento nenhum: está espalhada por todos.
A Lei 4.320/1964 e o Tribunal de Contas exigem trilha.
Um empenho errado é anulado com lançamento de sinal contrário, não removido. O registro do erro fica, e é ele que explica o que aconteceu.
E período controlado não aceita alteração nem exclusão — é o que impede reescrever um exercício já prestado.
Pagar mais do que se liquidou é o achado clássico de auditoria — e o sistema recusa nos dois pontos.
3 telas — dotações orçamentárias, empenhos, execução e balancete
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Escrituração no PCASP a cada passo da despesa
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