O transporte coletivo é o serviço público que o cidadão usa todos os dias e a prefeitura fiscaliza por amostragem — quando fiscaliza.
Sem sistema, a prefeitura descobre que a linha não passou pela ouvidoria: alguém ligou porque esperou quarenta minutos.
A reclamação chega dias depois, sem prova, e prescreve na discussão — a concessionária diz que o ônibus passou, o cidadão diz que não, e não há terceiro registro. O resultado é o que o setor conhece: contrato descumprido sem consequência, porque não há como demonstrar o descumprimento.
O módulo compara cada viagem prevista com o que o GPS registrou, todos os dias, em todas as linhas. A fiscalização deixa de ser amostragem e passa a ser integral.
Atraso todo mundo cobra. Adiantamento passa em branco — e é pior para quem espera.
Quem chega no ponto e o ônibus está atrasado espera. Quem chega no horário e o ônibus já passou fica no ponto sem entender o que aconteceu, perde o compromisso, e não tem a quem recorrer: pelo horário da tabela, o veículo cumpriu.
O módulo trata o adiantamento com tolerância menor que a do atraso, de propósito, porque a falta contra o passageiro é maior.
Medir sem poder autuar não muda nada. A agência reguladora precisa de um documento que sustente a sanção — e que sobreviva à contestação.
Três decisões do módulo existem só para isso:
O sistema mede e classifica. Quem decide autuar é o fiscal — autuação automática seria sanção sem contraditório.
Sem sistema, cada uma destas respostas depende de alguém lembrar, procurar papel ou confiar no que o fornecedor informou.
| Pergunta | Sem sistema |
|---|---|
| A linha 101 cumpriu o horário ontem? | O que a concessionária informar |
| Quantas viagens deixaram de sair no mês? | Não se sabe; conta-se reclamação |
| O ônibus seguiu o itinerário contratado? | Só se um fiscal estiver no ponto |
| Qual linha tem o pior índice de cumprimento? | Impossível comparar sem medir |
| Que horário o cidadão vê no Google Maps? | Nenhum, se o município não publica |
A tela que o fiscal abre para decidir o que autuar. Para cada parada da viagem: o horário previsto, o registrado pelo GPS e a diferença — que é a evidência que sustenta o termo.
O mapa da operação do dia. A cor fala do equipamento, não do horário: vermelho é quem parou de transmitir há mais de cinco minutos — sinal de rastreador com defeito, e não de ônibus parado.
Cada viagem prevista confrontada com o GPS. O recorte padrão é só com ocorrência, porque o fiscal abre o sistema para achar o que autuar — não para ver o que funcionou.
O padrão de dados de transporte público do Google virou o idioma do setor no mundo inteiro. Adotá-lo dá de graça o que o município não conseguiria sozinho:
É também exigência nominal de termos de referência de agências reguladoras de transporte, como o da AGER/MT, que deu origem ao módulo.
Frotas cuida do veículo da prefeitura: abastecimento, manutenção, custo por quilômetro. Aqui o sujeito é a linha, o veículo é de terceiro, e o município não é dono — é fiscal.
São perguntas diferentes: "quanto gastei com este carro" contra "a concessionária cumpriu o horário que contratou". O município que tem os dois usa os dois.
Uma demonstração com os dados do seu município mostra melhor que qualquer descrição. Sem compromisso.