Serviço público urbano é o que a população sente todo dia — o buraco, a lâmpada queimada, o mato alto. E é onde o município mais perde credibilidade: não por não executar, mas por não conseguir dizer o que executou e quando.
O décimo chamado não é indeferido nem cancelado — o cidadão não fez nada errado, e o problema existe. Ele é vinculado ao primeiro.
Sem uma situação própria para isso, esses chamados contariam como demanda separada e o painel mentiria sobre o tamanho da fila.
A deduplicação é por proximidade, e o raio muda conforme o tipo de serviço — porque a extensão do problema muda:
A consulta pública recebe só o protocolo — não há login, não há sessão, não há como saber de qual município ele é.
Por isso o protocolo é único globalmente, não por prefeitura. Se dois municípios pudessem gerar o mesmo código, a consulta pública teria que escolher um dos dois — e escolheria errado metade das vezes.
E há dois cuidados que parecem detalhe e não são:
O que importa não é quantos chamados foram executados: é quantos foram executados no prazo. É o indicador que a população percebe e o que a ouvidoria cobra.
E chamado não é ordem de serviço: contar os dois juntos dobraria o serviço.
É a trava mais direta do módulo, e a mensagem é essa mesma.
Junto dela, outras que protegem o processo:
E o habite-se pode ser travado por débito do imóvel, com a quantidade de débitos em aberto na mensagem. É configurável, porque é decisão do município.
O material aplicado na obra dá baixa de verdade no estoque — é o mesmo asfalto que sai do saldo do almoxarifado.
Um consumo que só existisse na ordem de serviço faria o estoque mentir.
O veículo usado vem da frota do próprio município, e a ordem guarda a placa junto do vínculo: assim o relatório histórico não depende de o veículo ainda existir no cadastro.
Guardar a zona como texto no imóvel ("ZR1") é o que produz o problema que a prefeitura vive: quando o plano diretor é revisado e a ZR1 encolhe duas quadras, ninguém sabe quais imóveis mudaram de zona.
Com o desenho, a pergunta "que zona é esta coordenada?" é respondida pela geometria, e a revisão reclassifica o cadastro inteiro sozinha.
Sobreposição é regra, não exceção. A consulta devolve lista: a área de preservação corta a ZR1 na beira do córrego, e devolver só a primeira faria o sistema autorizar construção dentro da faixa de preservação. Havendo mais de uma, vale a mais restritiva.
Uma demonstração com os dados do seu município mostra melhor que qualquer descrição. Sem compromisso.