O Previne Brasil paga por desempenho. Sete indicadores viram uma nota única de 0 a 10, e essa nota é o percentual do repasse: ISF 7,5 paga 75% do teto.
Essa diferença quase nunca é erro de cálculo. É atendimento que não subiu no e-SUS, ficha rejeitada na validação, ou cartão SUS inválido.
Cada pessoa nessa diferença é dinheiro que o município deixou na mesa por um problema de registro — e que dá para corrigir antes do fechamento do quadrimestre.
A comparação é feita em dois níveis:
É o número que vende o módulo. O denominador é fixo dentro do quadrimestre — quem é gestante já é gestante —, então basta subir o numerador até o alvo.
O cálculo tem dois cuidados que decidem se o número é confiável:
Um indicador com meta de 45% e resultado de 40% está a 89% da meta — faixa "bom" —, embora 40% pareça baixo.
Confundir os dois é o erro que faz o gestor achar que está mal quando está quase lá.
A nota de cada indicador é linear entre zero e a meta: resultado de 30% com meta de 60% dá nota 5,0. Acima da meta a nota trava em 10 — passar da meta não rende mais dinheiro.
É exatamente por isso que o esforço tem de ir para o indicador que ainda não chegou lá, e o painel ordena por isso.
Não é detalhe: o citopatológico olha 36 meses e a pressão do hipertenso olha 6. Usar a mesma janela para os dois inflaria um indicador e afundaria o outro.
A soma dos pesos é 10 — é o que permite reduzir os sete resultados a uma nota única.
O peso 2 da odontologia na gestação tem razão prática: é a que o município menos registra, e o peso maior é o que faz o esforço valer a pena.
Apresentar cada indicador com um valor absoluto próprio seria mentira: os sete não somam o repasse, eles compõem uma nota única.
Por isso a projeção é sempre marginal — o quanto o ISF sobe quando aquele indicador melhora, ponderado pelo peso.
A fórmula é a da portaria:
Uma demonstração com os dados do seu município mostra melhor que qualquer descrição. Sem compromisso.